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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Governo do PT é o que mais censura (5)

Publicado no blog do Reinaldo Azevedo em 19/06/2010 com o título GOVERNO LULA CENSURA PORTAL NA INTERNET QUE TRAZIAM DADOS DO PAÍS REAL, NÃO DAQUELE VENDIDO PELA PROPAGANDA". – Walter Dos Santos
O decálogo de problemas que segue abaixo poderia se um roteiro utilizado pelos candidatos de oposição José Serra (PSDB) ou Marina Silva (PV). Mas não é — ou NÃO ERA. Ribamar Oliveira, do jornal Valor Econômico, colheu essas avaliações num portal oficial, do próprio governo. Antes que prossiga, uma síntese:

1 - a política de reforma agrária do governo Lula não alterou a estrutura fundiária do país nem assegurou aos assentamentos assistência técnica, qualificação, infra-estrutura, crédito e educação;
2 - a qualidade dos assentamentos é baixa;
3 - os programas oficiais não elevam a renda dos agricultores, que ficam dependendo do Bolsa Família;
4 - imposições da legislação trabalhista no campo acabam provocando fluxo migratório para as cidades;
5 - a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda não definiu uma política de curto ou médio prazo para a formação de um estoque estratégico e regulador de produtos agrícolas.
6 - em futuro próximo, a produção de biodiesel não será economicamente viável;
7 - a reconstrução de uma indústria nacional de defesa voltada para o mercado interno, prevista na Estratégia Nacional de Defesa, não se justifica;
8 - a educação brasileira avançou muito pouco e apresenta os mesmos índices de 2003 em várias áreas:
9 - é baixa a qualidade da educação em todos os níveis; os que concluem os cursos não têm o domínio dos conteúdos, e as comparações com indicadores internacionais mostram deficiências graves no Brasil;
10 - O analfabetismo funcional, entre jovens e adultos, está em 21% na PNAD de 2008, uma redução pequena com relação à PNAD de 2003, que era de 24,8%. O número absoluto de analfabetos reduziu-se, no mesmo período, de 14,8 para 14,2 milhões, o que aponta a manutenção do problema.

Essas informações todas estavam no “Portal do Planejamento”, criado pela Secretaria de Planejamento e Investimento Estratégico (SPI), tarefa que durou um ano e meio. E QUE SUMIU EM UM DIA. Bastaram uma ordem e um clique. É isto mesmo: o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) mandou tirar o site do ar. Eram cerca de 3 mil páginas abordando 52 temas.

Bernardo justificou assim a censura em entrevista à rádio CBN:
“Vários ministros me ligaram para dizer: ‘Olha, estão fazendo críticas às políticas desenvolvidas pelo meu ministério, mas nós não fomos chamados a discutir’. Ficamos numa posição um pouco delicada de explicar que aquilo não era posição fechada do Planejamento; são técnicos fazendo debate.”

Entendo… o ministro convocou uma reunião para segunda-feira com os responsáveis pelo Portal:
“Me parece que um site para discutir políticas de governo deve ter um nível de acesso para quem é gestor, outro para quem é jornalista e outro para o público em geral”.
Deixe-me adivinhar como seria essa gradação e o produto oferecido a cada um:
- ao gestor, a verdade;
- ao jornalista, uma quase verdade;
- ao público, o de sempre…

Vamos compreender
É evidente que nenhum governo gosta de ser criticado pelo… próprio governo. Não me atrevo a dizer que este ou aquele não agiriam assim. Aliás, acho curioso que um portal dessa importância vá ao ar sem o conhecimento do chefe da pasta. A questão aí não é matéria de gosto, não.

O que o portal revela é que existem dois Brasis: aquele real, conhecido pelos técnicos do governo, que veio a público por um breve instante, e o outro, o de propaganda, este de novas auroras permanentemente anunciadas pelo governo, ancorado numa verba bilionária de propaganda.

Como se nota, Paulo Bernardo acha que é preciso trabalhar com “níveis” de acesso, como se aqueles informações não fossem dados sobre políticas públicas, mas matéria de “segurança nacional”. Informações relevantes, pois, para orientar tais políticas passariam a ser privilégio de uma espécie de casta.

Nunca antes na história destepaiz!!!
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domingo, 20 de junho de 2010

Quão eficaz é o Bolsa Família? (3)

Entrevista com o cientista político Michel Zaidan Filho, da Universidade Federal de Pernambuco. Vídeo publicado no Uol Notícias em 12/03/2008. – Walter Dos Santos

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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quão eficaz é o Bolsa Família? (2)

Publicado originalmente no jornal O Estado de São Paulo em 31/05/2010 com o título "Beneficiários do Bolsa-Família não superaram miséria". – Walter Dos Santos
por MARTA SALOMON - Agência Estado


Beneficiários do Bolsa-Família nas regiões Norte e Nordeste ainda não superaram, na média, a condição de pobreza extrema, na qual os membros da família recebem até R$ 70 por mês cada um, revela o mais recente perfil do programa de transferência de renda do governo, divulgado hoje.

O estudo mostra que as cerca de 7,5 milhões de famílias beneficiárias do Nordeste e do Norte têm renda média de R$ 65,29 e R$ 66,21, respectivamente, após o pagamento do benefício. A bolsa varia de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e do número de filhos da família.

"O valor do benefício, de R$ 95, em média, é pequeno, insuficiente para superar a pobreza", avalia Lúcia Modesto, secretária responsável pelo Bolsa-Família no Ministério do Desenvolvimento Social, insistindo em que o programa não tem por objetivo substituir outras fontes de renda das famílias.

O peso do benefício foi relevante no aumento da renda em todas as regiões do país, sobretudo no Norte e Nordeste, mostra o estudo. Em média, o benefício aumentou em quase a metade (48,74%) a renda por pessoa da família.

A ministra Márcia Lopes estima que mais de 2 milhões das 12,4 milhões de famílias que recebem o benefício ainda sejam consideradas

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domingo, 2 de maio de 2010

Quão eficaz é o Bolsa Família? (1)

Publicado originalmente no jornal Correio Braziliense de 2/05/2010, com o título: "Fome Zero: Com direito a comida, mas ainda muito pobres". – Walter Dos Santos
Eleitas pelo presidente Lula, em 2003, como símbolos do programa de combate à falta de alimentação, a mineira Itinga, a piauiense Guaribas e a pernambucana Brasília Teimosa continuam a conviver com a miséria sete anos depois

Luiz Ribeiro, enviado especial a Itinga (MG)
Tiago Pariz, enviado especial a Guaribas (PI)
Sílvia Bessa, do Recife

Sete anos e meio depois de ter sido criado como principal arma para combater a miséria no país, o Fome Zero provocou mudanças significativas na vida dos moradores das três localidades que viraram uma espécie de símbolo do programa: Itinga, no Vale do Jequitinhonha; Guaribas, no Piauí, e Brasília Teimosa, antigo bairro do Recife. Mas nem por isso o fantasma da miséria deixa de assombrar boa parte da população. No início de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recém-empossado no Palácio do Planalto, e grande parte dos seus ministros escolheram as duas cidades e o bairro do Recife para lançar o Fome Zero. A escolha desses locais foi motivada pelos níveis de pobreza e carência da população. Na época, equipes de reportagem do Correio/Estado de Minas acompanharam a visita de Lula, mostraram a realidade dos moradores e as suas necessidades, além das promessas que foram feitas a eles.

Na semana passada, de volta a essas localidades, os repórteres foram verificar o que mudou na vida dos seus habitantes. Guaribas vive hoje em torno do Bolsa Família: 96% dos moradores recebem o benefício, que movimentou a economia da região ao mesmo tempo em que propiciou a melhora nas condições de vida de muitas famílias. Mas, como em 2003, não é difícil encontrar situações de miséria. Em Itinga, mais de 2 mil famílias se sustentam com o Bolsa Família, mas as estatísticas mostram que o quadro social ainda é desolador. Pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro e divulgada quinta-feira coloca a cidade como a pior em qualidade de vida de Minas Gerais. Quanto a Brasília Teimosa, a favela sobre palafitas não existe mais. As mais de 500 famílias que viviam entre ratos e lixo foram transferidas do local, que foi urbanizado e ganhou até espaço de lazer.

Mudanças na paisagem


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quinta-feira, 22 de abril de 2010

O candidato X o presidente (1) - Lula e o Bolsa Família


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