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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Quão eficaz é o Bolsa Família? (4)

Publicada originalmente no jornal O Estado de São Paulo em 23/06/2010, com o título "35% dos brasileiros ainda não se alimentam o suficiente". – Walter Dos Santos
Jacqueline Farid, da Agência Estado

RIO - A fome zero ainda não é realidade no País, embora o acesso das famílias brasileiras à comida tenha aumentado significativamente em sete anos. Ainda que 35,5% das famílias vivam em situação de "insuficiência da quantidade de alimentos consumidos", segundo a POF 2008/2009, o porcentual é bem inferior ao apurado na pesquisa anterior, referente ao período 2002/2003, quando os alimentos eram insuficientes para 46,7% das famílias consultadas. No Norte, mais de 50% das famílias ainda não comem o que necessitam.

Segundo o levantamento, houve redução da fome em todas as regiões brasileiras. Os destaques ficaram com o Sudeste - onde os alimentos eram insuficientes para 43,4% das famílias em 2003, enquanto em 2009 essa situação baixou para 29,4% - e o Norte (de 63,9% para 51,5%).

Apesar de comerem mais, as famílias brasileiras ainda não conseguem escolher sempre os alimentos consumidos, também mostra a pesquisa. Apenas 35,2% delas consomem sempre os alimentos "do tipo preferido", enquanto 52% nem sempre conseguem comer o que querem. Outras 12,9% das famílias "raramente" consomem o tipo preferido de comida.
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Governo do PT é o que mais censura (5)

Publicado no blog do Reinaldo Azevedo em 19/06/2010 com o título GOVERNO LULA CENSURA PORTAL NA INTERNET QUE TRAZIAM DADOS DO PAÍS REAL, NÃO DAQUELE VENDIDO PELA PROPAGANDA". – Walter Dos Santos
O decálogo de problemas que segue abaixo poderia se um roteiro utilizado pelos candidatos de oposição José Serra (PSDB) ou Marina Silva (PV). Mas não é — ou NÃO ERA. Ribamar Oliveira, do jornal Valor Econômico, colheu essas avaliações num portal oficial, do próprio governo. Antes que prossiga, uma síntese:

1 - a política de reforma agrária do governo Lula não alterou a estrutura fundiária do país nem assegurou aos assentamentos assistência técnica, qualificação, infra-estrutura, crédito e educação;
2 - a qualidade dos assentamentos é baixa;
3 - os programas oficiais não elevam a renda dos agricultores, que ficam dependendo do Bolsa Família;
4 - imposições da legislação trabalhista no campo acabam provocando fluxo migratório para as cidades;
5 - a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda não definiu uma política de curto ou médio prazo para a formação de um estoque estratégico e regulador de produtos agrícolas.
6 - em futuro próximo, a produção de biodiesel não será economicamente viável;
7 - a reconstrução de uma indústria nacional de defesa voltada para o mercado interno, prevista na Estratégia Nacional de Defesa, não se justifica;
8 - a educação brasileira avançou muito pouco e apresenta os mesmos índices de 2003 em várias áreas:
9 - é baixa a qualidade da educação em todos os níveis; os que concluem os cursos não têm o domínio dos conteúdos, e as comparações com indicadores internacionais mostram deficiências graves no Brasil;
10 - O analfabetismo funcional, entre jovens e adultos, está em 21% na PNAD de 2008, uma redução pequena com relação à PNAD de 2003, que era de 24,8%. O número absoluto de analfabetos reduziu-se, no mesmo período, de 14,8 para 14,2 milhões, o que aponta a manutenção do problema.

Essas informações todas estavam no “Portal do Planejamento”, criado pela Secretaria de Planejamento e Investimento Estratégico (SPI), tarefa que durou um ano e meio. E QUE SUMIU EM UM DIA. Bastaram uma ordem e um clique. É isto mesmo: o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) mandou tirar o site do ar. Eram cerca de 3 mil páginas abordando 52 temas.

Bernardo justificou assim a censura em entrevista à rádio CBN:
“Vários ministros me ligaram para dizer: ‘Olha, estão fazendo críticas às políticas desenvolvidas pelo meu ministério, mas nós não fomos chamados a discutir’. Ficamos numa posição um pouco delicada de explicar que aquilo não era posição fechada do Planejamento; são técnicos fazendo debate.”

Entendo… o ministro convocou uma reunião para segunda-feira com os responsáveis pelo Portal:
“Me parece que um site para discutir políticas de governo deve ter um nível de acesso para quem é gestor, outro para quem é jornalista e outro para o público em geral”.
Deixe-me adivinhar como seria essa gradação e o produto oferecido a cada um:
- ao gestor, a verdade;
- ao jornalista, uma quase verdade;
- ao público, o de sempre…

Vamos compreender
É evidente que nenhum governo gosta de ser criticado pelo… próprio governo. Não me atrevo a dizer que este ou aquele não agiriam assim. Aliás, acho curioso que um portal dessa importância vá ao ar sem o conhecimento do chefe da pasta. A questão aí não é matéria de gosto, não.

O que o portal revela é que existem dois Brasis: aquele real, conhecido pelos técnicos do governo, que veio a público por um breve instante, e o outro, o de propaganda, este de novas auroras permanentemente anunciadas pelo governo, ancorado numa verba bilionária de propaganda.

Como se nota, Paulo Bernardo acha que é preciso trabalhar com “níveis” de acesso, como se aqueles informações não fossem dados sobre políticas públicas, mas matéria de “segurança nacional”. Informações relevantes, pois, para orientar tais políticas passariam a ser privilégio de uma espécie de casta.

Nunca antes na história destepaiz!!!
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domingo, 20 de junho de 2010

Quão eficaz é o Bolsa Família? (3)

Entrevista com o cientista político Michel Zaidan Filho, da Universidade Federal de Pernambuco. Vídeo publicado no Uol Notícias em 12/03/2008. – Walter Dos Santos

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domingo, 2 de maio de 2010

Quão eficaz é o Bolsa Família? (1)

Publicado originalmente no jornal Correio Braziliense de 2/05/2010, com o título: "Fome Zero: Com direito a comida, mas ainda muito pobres". – Walter Dos Santos
Eleitas pelo presidente Lula, em 2003, como símbolos do programa de combate à falta de alimentação, a mineira Itinga, a piauiense Guaribas e a pernambucana Brasília Teimosa continuam a conviver com a miséria sete anos depois

Luiz Ribeiro, enviado especial a Itinga (MG)
Tiago Pariz, enviado especial a Guaribas (PI)
Sílvia Bessa, do Recife

Sete anos e meio depois de ter sido criado como principal arma para combater a miséria no país, o Fome Zero provocou mudanças significativas na vida dos moradores das três localidades que viraram uma espécie de símbolo do programa: Itinga, no Vale do Jequitinhonha; Guaribas, no Piauí, e Brasília Teimosa, antigo bairro do Recife. Mas nem por isso o fantasma da miséria deixa de assombrar boa parte da população. No início de 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recém-empossado no Palácio do Planalto, e grande parte dos seus ministros escolheram as duas cidades e o bairro do Recife para lançar o Fome Zero. A escolha desses locais foi motivada pelos níveis de pobreza e carência da população. Na época, equipes de reportagem do Correio/Estado de Minas acompanharam a visita de Lula, mostraram a realidade dos moradores e as suas necessidades, além das promessas que foram feitas a eles.

Na semana passada, de volta a essas localidades, os repórteres foram verificar o que mudou na vida dos seus habitantes. Guaribas vive hoje em torno do Bolsa Família: 96% dos moradores recebem o benefício, que movimentou a economia da região ao mesmo tempo em que propiciou a melhora nas condições de vida de muitas famílias. Mas, como em 2003, não é difícil encontrar situações de miséria. Em Itinga, mais de 2 mil famílias se sustentam com o Bolsa Família, mas as estatísticas mostram que o quadro social ainda é desolador. Pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro e divulgada quinta-feira coloca a cidade como a pior em qualidade de vida de Minas Gerais. Quanto a Brasília Teimosa, a favela sobre palafitas não existe mais. As mais de 500 famílias que viviam entre ratos e lixo foram transferidas do local, que foi urbanizado e ganhou até espaço de lazer.

Mudanças na paisagem


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domingo, 25 de abril de 2010

A utopia de Maria da Conceição Tavares

A Globonews fez uma boa entrevista com Maria da Conceição Tavares, que está fazendo 80 anos. Lucidez impressionante, viu? É longa;  vale a pena cada minuto. Fiquei foi querendo mais.

Ali pelos 10:40, ela afirma ser socialista utópica “em abstrato”, porque, com a derrota do socialismo real, hoje “não se vê nada…” Parece bem interessante essa afirmação da utopia, combinada com uma visão reformista, e vinda de alguém com tanta vivência de Brasil. E não é só daquela postura de aposta (é preciso acreditar, pois do contrário a vida não vale a pena): ela também anda otimista com o país.


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quarta-feira, 7 de abril de 2010

WSJ: O melhor de Lula é o FHC

A página escaneada e o trecho traduzido abaixos foram publicados originalmente no blog Radar Econômico, mantido pelo jornalista do Estadão Sílvio Guedes Crespo. Ambos fazem referência ao editorial do The Wall Street Journal de 5/04/2010, que critica a burocracia no Brasil e a proposta de mudar o modelo de exploração do petróleo. – Walter Dos Santos


“O presidente Lula da Silva ganha elogios de empresários como Eike Batista, 
mas uma retrospectiva desde a sua posse mostra que 
o melhor que ele fez como executivo-chefe do país foi não fazer nada”, diz o texto. 
“Quer dizer, ele não desfez as conquistas monetárias e fiscais de [Fernando Henrique] Cardoso.” 









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terça-feira, 6 de abril de 2010

Marqueting como nunca antes na história deste país




Texto publicado originalmente no blog Camuflados, motivado por discurso da candidata Dilma Roussef, com o título "QUEM FALA O QUE QUER, OUVE OU LÊ O QUE NÃO QUER OU GOSTA!" – Walter Dos Santos
Delinquente de Rapina (DR) :
“são lobos em pele de cordeiro(oposição), fáceis de identificar. Muitas vezes, as mãozinhas de lobo aparecem debaixo da pele. Num dia, dizem que vão continuar o trabalho do presidente Lula; no outro, mostram as patinhas de lobo e aí ameaçam acabar com tudo”.

Acabar com tudo, o quê? Como? Se não existe! Muito interessante.

Eles dizem que a oposição não tem discurso, mas, estão na mesma toada da discurseira do me engana que eu gosto, ou seja, estão vivendo de "previsões" e muito pouco de realizações.

PAC: prometa dois, entregue


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quinta-feira, 25 de março de 2010

É a economia, estúpido

Texto muito interessante, do blog Cidadania.com: Pagando bem, que mal tem?

Ele relata, a partir da experiência do autor, que:

1) com a retomada do crescimento econômico, falta mão de obra barata em São Paulo;

2) empresários de tendências não exatamente comunistas tendem a votar em Dilma, para não pôr em risco a continuidade da boa onda.

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